A resenha de maio da Lu Caroline é sobre o livro “Tia Ciata e um sonho de menina” de Lena Lois. A obra conta a história de uma menina que descobriu a importância da Tia Ciata para o samba brasileiro. Veja o que a passarinha Lu Caroline achou da leitura!
FICHA TÉCNICA Título: Tia Ciata e um sonho de menina Autora: Lena Lois Ano e país de publicação: 2015, Brasil Editora: Coleção Eu vim da Bahia Avaliação: 4/5
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A resenha de abril da Ana é sobre o livro “Canções de atormentar” da poeta gaúcha Angélica Freitas. O livro reúne poemas escritos entre 2008 e 2020 que versam sobre machismo, situação do país, entre outros assuntos de uma forma crítica, humorada e irônica. Veja o que a Ana achou da leitura!
FICHA TÉCNICA Título: Canções de atormentar Autora: Angélica Freitas Ano e país de publicação: 2020, Brasil Avaliação: 5/5
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A resenha de abril da MUM é sobre o livro “Todas as primaveras em mim” de Deh Muss. Reunidos no livro de estreia da musicista e poeta, os poemas de Todas as primaveras em mim versam sobre o universo feminino e sua experiência de estar no mundo. As ilustrações da artista visual e ilustradora mineira Karla Ruas conduzem nosso olhar para os detalhes, as sutilezas e força dos símbolos que remetem ao feminino.Veja o que a MUM achou da leitura!
FICHA TÉCNICA Título: Todas as primaveras em mim Autora: Deh Mussulini Ano e país de publicação: 2019, Brasil Editora: Luas Avaliação: 5/5
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Já é quase Natal e minha casa de infância me traz memórias doces e salgadas em todo e qualquer lugar que eu ande, sente e respire.
Não tem o que faça.
É a maldição da nostalgia. Coisa de escritora ou coisa de taurina.
Posso dizer que a maioria dos livros que leio e que guardo pra vida toda são esses que me ativam a maldição da nostalgia e o choro. Devo dizer que “Contos Negros” foi um desses principalmente por me lembrar de coisas contadas pela minha avó ou pela minha mãe.
O livro “Contos Negros” entrou na minha vida despretenciosamente quando passeava pela livraria em busca de algum livro de autoria de mulher negra brasileira. E em meio a Conceição Evaristo, Ryane Leão e algumas outras poucas, estava Ruth Guimarães. Eu nunca tinha ouvido falar dessa escritora e até então não tinha tido nenhum contato com a escrita dela, mas alguma coisa me chamou atenção.
Quando comecei a leitura, não deu outra, veio a infância batendo na porta dos olhos e fazendo as águas correrem. Estavam lá contos de infância que minha avó Adelina, minha mãe Cleuza e o contador de história Roberto Carlos Ramos, me contavam quando eu era um toquinho de gente.
O livro é um compilado de contos de origem afro-brasileira contado de boca em boca e passado de geração em geração. Ruth trás alguns mitos iorubanos, cosmogonia, contos de exemplo e algumas fábulas afro-brasileiras.
São contos curtos, simples e vigorosos, às vezes muito engraçados e com lições muito importantes. Observo também alguns arquétipos espirituais de religiões afro-brasileiras como a Mãe de ouro e a Mãe d’água.
Creio que esse livro talvez não seja o melhor livro que caracterize a autora visto que seu livro mais conhecido é um romance e que esse livro seja um compilado póstumo de contos reescritos por ela, mas ainda sim é muito bom.
FICHA TÉCNICA
Título: Contos Negros Autora: Ruth Guimarães Ano e país de publicação: 2020, Brasil Editora: Faro Editorial Avaliação:
O cotidiano é recheado de acontecimentos que rendem registro. Como jornalista, aprendi com a graduação a enxergar esses acontecimentos e transformá-los em histórias vestidas de notícia e reportagem. Mas há cenas da vida em que o que acontece não cabe na roupagem do jornalismo e suas regras. Aí vem a crônica registrando as passagens da vida que valem a pena ter um outro trato.
Para mim, o melhor da crônica é a proximidade que você cria com a leitora atualizada que quer um olhar crítico, humorístico ou de análise dos acontecimentos secos narrados nos jornais. O cronista dá humanidade aos fatos.
Cidinha da Silva – que não é jornalista – captura o dia-a-dia, os acontecimentos jornalísticos e a humanidade dos viventes em seus textos. Não à toa seu livro é intitulado “Sobre-viventes”. São as pessoas, os viventes que só são protagonistas de seus cotidianos as principais “personagens” das curtas – e brilhantes – crônicas da autora.
E no humor e na ironia críticos da escritora é que a leitora lê sobre sexualidade, diversas manifestações de racismo e machismo, relações interpessoais de classe e família, lesbobihomofobia, entre outros assuntos que, apesar de estarem pautados em acontecimentos de 2015/2016, ainda fazem sentido em 2020.
A maestria da cronista está aí, na habilidade de tornar atual textos tão presos aos acontecimentos passados. Cidinha é uma autora que deve ser lida, até mesmo – ou principalmente – por quem não é da área do jornalismo.
FICHA TÉCNICA
Título: Sobre-viventes Organização: Cidinha da Silva Ano e país de publicação: 2016, Brasil Editora: Pallas Avaliação: