
Por: Luana Caroline Nascimento
Comprei “Tô suja de farelo” as cegas na livraria da minha cidade. Eu não conhecia o título, nem a autora (que você pode conferir o trabalho aqui), mas o santo bateu e decidi levar o livro para casa. O livro conta a história de Ela e Ele a partir de poemas, os poemas são divididos em capítulos e cada capitulo inicia com uma ilustração da Thaís Cavalcanti. A história é sobre Ela, sobre se redescobrir e entender que só a gente é responsável pela própria felicidade. É clichê, mas é sempre bom lembrar.
Ela, a personagem, está se redescobrindo depois de viver uma desilusão amorosa e percebe a duras penas que esse é um processo solitário, afinal “ninguém substitui ninguém”. Com o tempo Ela consegue entender que primeiro precisa ser feliz sozinha. A narrativa me lembra o livro “Os 12 signos de Valentina” que descobri com uma resenha do Canal Lar da Agatha (confira aqui e que logo também farei minha resenha sobre o livro).
A ideia de compreender a própria felicidade é tratada no livro de forma leve, descontraída. Aqui ninguém está dando sermão nem julgando ninguém. A obra de 124 páginas é mais um daqueles livros para se ler de uma vez só – até porque não consegui parar de ler antes do final. A história também mostra que nossas vidas são cíclicas e que não temos que nos forçar para caber em nenhum lugar, nem em ninguém.
Já comentei em outra resenha que meu critério para gostar de um livro é querer emprestá-lo a todas as pessoas que conheço. “Tô suja de farelo” é um desses livros que quero mostrar a todas as garotas que gosto. E é por isso que o destinei para o acervo da Biblioteca Solidária Professora Aparecida de Jesus Ferreira, e assim outras mulheres poderão livrar-se dos farelos de amores mal-amados.
Ficha técnica:
Título: Tô suja de farelo
Autora: Rafa Albuquerque
Ilustradora: Thaís Cavalcanti
Ano e país de publicação: 2019, Brasil
Editora: Pandorga
Estrelas: 5






